Fundado em 15 de novembro de 1913, o XV teve sua primeira marcha composta por Martinho Fischer, exatamente dez dias depois de ser criado, em 25 de novembro daquele ano. Belmácio, jogador do clube e compositor renomado, fez uma valsa em homenagem à agremiação três anos depois, publicada pela revista “O Malho”, de circulação nacional.

O hino oficial, entretanto, foi composto apenas na década de 1960, por Anuar Kraide e Jorge Chaddad, em uma espécie de reverência às conquistas do time masculino de basquete do clube, então bicampeão paulista e base da seleção brasileira campeã mundial:

 

Hino Oficial

Anuar Kraide e Jorge Chaddad

Salve o XV de Novembro,
Glorioso esquadrão,
Na vitória ou na derrota,
Está em nosso coração.

No basquete e futebol,
É motivo de vaidade,
Pioneiro na lei do acesso,
Engrandece nossa cidade.

Vamos XV para frente,
Outra vitória conquistar,
Destemido e valente,
Só nos pode orgulhar.

Vamos XV para frente,
Outra vitória conquistar,
A torcida está presente
Para sempre incentivar.

*Na letra original, alterada em 1995 pela TAM, a segunda estrofe era assim:

No basquete és colossal
Ó gigante do interior
Muitas vezes campeão
No Brasil e no exterior.

Já o hino popular, também chamado de caipira, é mais famoso inclusive que a canção de kraide e Chaddad. De acordo com o site oficial do Clube, a música foi criada por estudantes da Esalq, que cantavam para brincar com o sotaque local. Entretando, segundo o jornalista Cecílio Elias Netto, o hino popular foi criado por torcedores da cidade de Campinas para satirizar os piracicabanos, que ficavam irritados ao serem chamados de caipiras. Com o tempo, os  quinzistas resolveram assumir a canção e acrescentaram alguns versos, entre os quais: “já que tá que fique” e “XV, crá, crá, crá”.

 

Hino Popular

Adaptado por alunos da Esalq

Cárxara de forfe,
Cúspere de grilo,
Bícaro de pato,

Ásara de barata,
Nheque de porteira,
Já que tá que fique,
Suvaco de cobra,

Sem óio de breque,
Óculos de raiban,
Carcanhar de bode,
Toceira de grama,

Já que tá que fique,
XV, crá, crá, crá.